Histórico Darfur

Até 1916
o Darfur foi um sultanato independente.
Ano de 1916
Integração ao vizinho Sudão, tornando-se o maior território a ser absorvido pelo império britânico.
Ano de 1956
Independência do Sudão. Darfur foi negligenciado, com pouco desenvolvimento económico.
Ano de 1987
Ocorrem os primeiros confrontos armados em Darfur, quando a milícia árabe chadiana (armada pela Líbia como parte da tentativa de Gaddafi de controlar o Chade) foi empurrada para Darfur pelas forças chadianas

e francesas.
Ano de 1989
Um golpe militar leva o presidente Omer al Bashir ao poder.
Anos 90
Ocorrem novos confrontos, esporadicamente, provocados pelas disputas de terras e rebanhos.
Ano de 1991
O Exército de Libertação do Povo Sudanês (SPLA) tenta induzir uma revolta em Darfur, mas é esmagado pelo exército sudanês e por uma milícia árabe.
Fevereiro de 2003
Grupos armados atacam posições governamentais no Darfur, no oeste do Sudão. Em represália, milícias “janjaweed” alegadamente armadas pelo governo de Cartum atacam e incendeiam aldeias, massacram a população, roubam ou destroem o gado e as colheitas. As vítimas são camponeses das tribos Fur, Tunjur, Masalit e Zanghawa, suspeitos de apoiar os rebeldes.
Em Abril de 2004
Um cessar-fogo é assinado entre o Governo sudanês e os rebeldes do Movimento de Libertação do Sudão (MLS), no Chade. A União Africana (UA) envia 80 observadores militares. A violência continua.
Em Julho de 2004
Os Estados Unidos iniciam uma investigação cujo objectivo é avaliar se as atrocidades em Darfur constituíam genocídio.
Agosto 2004
A UA organiza negociações entre o Governo sudanês e os rebeldes na Nigéria.
Setembro 2004
O Conselho de Segurança da ONU intima o governo sudanês a cooperar com a UA e a garantir a segurança das populações civis e ameaça tomar sanções. O secretário de estado norte-americano Colin Powell fala em “genocídio” e responsabiliza o governo sudanês e as milícias “árabes”.
Outubro 2004
A UA envia uma missão de paz (MUAS) constituída por 2341 militares (dos quais 450 observadores) e 815 polícias civis.
Janeiro de 2005
Omer al Bashir, procura a paz no sul do Sudão, assinando um "acordo de paz abrangente" com o SPLA. Darfur torna-se cada vez mais ingovernável. As armas eram abundantes, importadas de guerras civis no sul do Sudão e no Chade.
Janeiro de 2005
Um bombardeamento governamental causa uma centena de mortos no Norte do Darfur, A ONU acusa o Sudão de “crimes contra a humanidade” mas rejeita a acusação de “genocídio”
Março 2005
Resolução 1573 do Conselho de Segurança da ONU encarrega o Tribunal Penal Internacional (TPI) de julgar os autores de crimes no Darfur.
Dezembro de 2005
O número de mortos é avaliado em 180 mil.
Março 2006
Jan Pronk, representante do secretário-geral da ONU no Sudão, denuncia a continuação dos ataques e a precariedade das condições de vida das populações deslocadas e refugiadas
Maio 2006
O MLS assina um acordo de paz com o Governo sudanês. Este compromete-se a desarmar as milícias “janjawid”, punir os autores de crimes e proteger os civis. Outro movimento rebelde, o Movimento para a Justiça e Equidade (MJE), rejeita o acordo.
1 Setembro 2006
A resolução 1706 do Conselho de Segurança da ONU aprova o envio de uma força de paz de 17 600 capacetes azuis para o Darfur. Cartum opõe-se à intervenção de forças não africanas e ameaça expulsar as tropas da MUAS.
21 Setembro 2006
A UA prorroga a missão da MUAS (actualmente com 7 600 homens) até 31 de Dezembro.
31 Julho de 2007
Resolução 1743, que institui a Missão Híbrida das Nações Unidas e da União Africana em Darfur (UNAMID). O objectivo da UNAMID é proteger a população civil indefesa, facilitar a distribuição da assistência humanitária de emergência e ajudar a criar alguma segurança para que se chegue à paz.
Ano de 2008
As Nações Unidas possuem mais de 9 mil soldados e policiais em Darfur, numa força conjunta ONU - União Africana.
Julho de 2008
O Secretário-Geral Adjunto da ONU para os Assuntos Humanitários, John Holmes, visita o Sudão e declara que 4,2 dos 6 milhões de habitantes de Darfur precisam de ajuda.
Ano de 2009
O governo de Cartum e o principal grupo de guerrilha da atormentada região do oeste sudanês, o Movimento pela Justiça e a Igualdade (JEM), assinam um acordo que deverá abrir a estrada a um acordo definitivo de paz no Darfur. O acordo prevê o fim dos ataques nos campos de deslocados, que abrigam mais de dois milhões de pessoas, e a troca de prisioneiros.
Fontes:
Informação obtida do site da UNICEF
JusBrasil/notícias
Assuntos Humanitários ONU