DAR FUtuRo

Relatório do trabalho de Área de Projecto do 1º Período

 

 

 

DAR FUtuRo 

 

Realizado por:Madalena Görne

Marina icente

Diana Brásio

  Inês Antunes

Introdução 

Nós, o grupo DAR FUtuRo, pretendemos com este relatório dar conhecimento do trabalho que temos vindo a desenvolver ao longo deste primeiro período no âmbito da disciplina de Área de Projecto, esclarecendo aqui todas as actividades propostas e realizadas ao longo destes quase 3 meses de trabalho.

É de nomear desde já a alteração de tema que sofremos a meio deste mesmo período. Primordialmente, o nosso tema iria ter como base sólida o Chade. Porém, derivado de problemas como a falta de fontes viáveis de informação, concluímos que o melhor seria a alteração do nosso tema de trabalho, surgindo aí o Darfur como tema principal para o nosso trabalho. 

E porquê o Darfur? Como grupo sólido e organizado que tentamos ser, de início decidimos investir todas as nossas forças num tema actual, marcante e que ficasse na cabeça de cada um daqueles que queríamos sensibilizar.

O Darfur, sendo uma região do Sudão bastante falada entre a comunicação social, onde todos os dias se assiste à morte de pessoas inocentes, onde existe uma guerra inacreditável, um governo que não garante os direitos humanos aos seus cidadãos, acabou por ser o tema escolhido para debatermos e desenvolvermos ao longo deste ano lectivo.

Constituídas tarefas para todo o ano de trabalho, pensámos que o melhor seria, para além da pesquisa necessária para cada um dos subtemas específicos que nos propusemos a abordar, realizar pelo menos uma actividade por período, dirigida à população envolvente.

Neste contexto, a nossa primeira actividade baseou-se na realização de uma eucaristia cujo objectivo foi sensibilizar os alunos do 5º ao 8º ano de escolaridade para os problemas que se vivem nessa região e para a ajuda que cada um de nós pode prestar.

Neste primeiro período, o nosso investimento não foi pesquisar a maior quantidade de informação possível, mas sim, fazer o maior número de actividades práticas possíveis como entrevistas de rua, falar com as entidades responsáveis por campanhas em Portugal relacionadas com o Darfur e a preparação da eucaristia de sensibilização.

Contudo, esperamos do nosso projecto um grande trabalho que, com dedicação e empenho de todos os elementos, será conseguido.   

Expectativas do trabalho            

Depois do grupo formado e de finalmente tomada a escolha do tema principal, começámos a pôr em prática as ideias que considerámos mais consistentes.           

Um importante ponto a desenvolver no nosso projecto é o conhecer de outras realidades bem destoantes da nossa, como é o caso de África, e em concreto o conflito do Darfur.

Procuramos ser pessoas com horizontes amplos, com um espírito solidário, sem vaidades e futilidades; atentas ao sofrimento de tantos milhares de pessoas que não têm nada, nem mesmo o que comer ou que vestir.

Pretendemos ao longo do tempo de aulas, investigar o mais possível sobre o sofrimento e a pobreza do povo africano e dinamizar dentro do nosso alcance, o nosso colégio, para que este seja sensibilizado e tome conhecimento do nosso trabalho, a fim de nos ajudar e colaborar connosco na causa do Darfur.           

Juntamente com o entender de outras realidades, desejamos ter novas experiências, realizar coisas que nunca imaginámos até aqui vir a realizar, conhecer pessoas e deter novas responsabilidades.             Queremos conhecer novos locais, entrevistar pessoas directamente ligadas à problemática do Darfur e desenvolver actividades que englobem os alunos e a comunidade educativa da nossa escola.           

A adopção deste projecto surge como oportunidade para marcarmos a diferença, sermos activas e chamarmos a atenção dos outros para a dura realidade do Darfur.

Que todos se apercebam da sorte que têm em poder viver bem, sem fome, com o que vestir, com a possibilidade de estudar, e sem medo de guerra e de violência é um apelo que não queremos deixar de transmitir. 

Descrição do tema 

O nosso trabalho denomina-se pelo título de DAR FUtuRo. Isto traduz a nossa vontade de dar um futuro digno ao Darfur.

Tratamos a realidade conflituosa e problemática da região do Sudão, o Darfur.

Repartimos o tema principal em sub-temas, posteriormente distribuídos por cada um dos elementos do grupo. Os sub-temas consistem em quatro pontos fulcrais: a política do país, abordada pela Mariana Vicente; a Comunicação Social, entregue à Maria Inês Antunes; a Cultura do país, incumbida à Diana Brásio e por último, a Intervenção Social/Humanitária, tratada pela Madalena Görne.

Para pormos mãos à obra, e conseguir um bom trabalho temos que ultrapassar certas questões, que se tornam obstáculos/ problemas para o nosso grupo. Analisando convenientemente o tema, sugerem questões como a abordagem da situação do país, ou a selecção das melhores fontes de informação. Também nos perguntamos com quem devemos contactar e como organizar e tratar da melhor forma todos os dados recolhidos.

Uma das principais questões a trabalhar é o apelar à sensibilização das pessoas que estão à nossa volta e o contactar mais proximamente com a realidade do país.

Como acima mencionámos, dividimos o trabalho em vários subtemas. 

Quanto à situação política do Darfur, abordamos o surgimento do Estado do Sudão, a conjuntura política ao longo dos tempos, os conflitos sócio-económicos e políticos e confronto da veracidade política portuguesa com o estado político do Darfur. Quanto à condição cultural da região, pretendemos estudar a sociedade, as relações nela existentes e a sua vivência em comunidade; as variadas etnias, a religião dominante no Darfur; as principais tradições/ costumes; a gastronomia e as principais atracções turísticas (que provavelmente são escassas, visto ser uma região inflamada pela destruição e pela repressão das milícias).

Estamos igualmente interessadas na comunicação social interna (as condições com que actua e a sua transparência) e externa (a interacção que o mundo estabelece com o Darfur, a informação que nos chega). Pesquisamos interessadamente várias notícias/ intervenções jornalísticas polémicas.

Queremos procurar saber concretamente as principais áreas de intervenção  das ONG’s e prestar a nossa colaboração.

Já planeámos entrevistas de rua, uma entrevista ao Padre Leonel, e se possível, entrevistas a pessoas naturais do Darfur. Traçámos actividades de divulgação do nosso trabalho no colégio e adquirimos importantes contactos.

Como produto final, tencionamos a sensibilização e a mobilização do nosso colégio para ajuda humanitária no Darfur.  

Actividades desenvolvidas e sua avaliação 

Vivemos num mundo capitalista, onde muitas vezes, as dificuldades dos outros desempenham um papel pouco influente na nossa vida. Preocupamo-nos muito com o nosso bem-estar pessoal e com a satisfação imediata de desejos ou de simples apetites.

Uma vez que o nosso projecto tem como um dos objectivos primordiais a divulgação e a sensibilização para a problemática do Darfur, para muitos desconhecida, decidimos realizar um conjunto de actividades que visassem a concretização desta intenção.

As actividades que desempenhámos foram: entrevistas de rua, uma entrevista ao Pe. Leonel, a visualização do filme “Blood Diamond” e a dinamização da Eucaristia da Imaculada Conceição no âmbito escolar.  

 

1. Entrevistas de rua 

Estamos conscientes do desconhecimento da existência do Darfur para muitas pessoas.

Com o fim de obter uma perspectiva geral sobre a opinião pública acerca do tema e de alertar as pessoas para a problemática que estamos a explorar, decidimos fazer entrevistas de rua.

As entrevistas tinham como pergunta principal: “O que é o Darfur?”. De acordo com as respostas obtidas, avançávamos com o questionário que havíamos preparado previamente. Contudo, a grande maioria das pessoas afirmava não saber o que era o Darfur, o que implicava o não prosseguimento do questionário. 

O questionário que elaborámos, consiste nas seguintes perguntas:

·         O que é o Darfur?

·         Onde se localiza?

·         Qual a sua situação económica, política e social?

·         Qual a sua situação climática?

·         Qual o seu potencial em recursos naturais?

·         Em que consiste o conflito do Darfur? 

Apetrechadas do nosso material fotográfico e de filmagem, encontrámo-nos no dia 15 de Outubro (quarta-feira) em Coimbra para a realização das entrevistas de rua.

Para não influenciar os resultados, decidimos abordar primeiramente, de uma forma aleatória as pessoas com que nos fomos cruzando na baixa de Coimbra. Num segundo momento, interessámo-nos por saber informações mais correctas. Para isso, deslocámo-nos à zona universitária, acreditando encontrar aqui um maior potencial informador.

Identificando o nosso grupo, a nossa escola e o nosso projecto, questionávamos as pessoas acerca da sua disposição para a resposta a algumas questões, avisando a necessidade de filmar as suas respostas.  

Como conclusão retirámos que escasso é o número de pessoas realmente informadas acerca do Darfur e da grande necessidade de as alertar para as dificuldades com que esta região do Sudão se debate.  

2.Entrevista ao Pe. Leonel 

De actividades anteriores, conhecemos o Pe. Leonel. O contacto com este sacerdote revela-se interessante para a realização do nosso projecto, na medida em que viveu 10 anos no Chade. Esta vivência intensa, permite-lhe ter uma perspectiva aprofundada sobre a situação do Darfur.

No dia 1 de Novembro (sábado), encontrámo-nos com o Pe. Leonel na sede dos Missionários Combonianos em Coimbra. Os objectivos desta entrevista foram:

·         Apresentação do nosso projecto.

·         Obtenção de dados concretos acerca do Darfur, de acordo com os subtemas que estamos a desenvolver.

     o       situação política e económica;

     o        situação social e culturalo        intervenção social e humanitária;

    o        comunicação social;·         Informações acerca da Campanha “Por Darfur”, que tem como um dos principais responsáveis o Pe. Leonel.

     o       Pessoas envolvidas na Campanha;o       Contactos;

     o       Como podemos ser activas nesta causa?;

·         Convite para a dinamização da Eucaristia da Imaculada Conceição a realizar no dia 11 de Dezembro.* 

* Outra  actividade que concretizámos neste período foi  a dinamização da Eucaristia da Imaculada Conceição, celebrada anualmente no âmbito escolar.  Esta dinamização teria como objectivo, divulgar a problemática do Darfur e sensibilizar os alunos/comunidade educativa.Mais à frente descrevemos o procedimento desta actividade.  

A entrevista ao Pe. Leonel  forneceu-nos as seguintes informações: 

Darfur   → Terra dos Fur (Zagawa, etc)

               Guerra civil: anos 80/90

               Refugiados do Sul que se deslocaram para o Norte pretendem voltar para o Sul

               Riqueza em recursos naturais (petróleo/água)

               Confronto entre criadores de gado e agricultores 

Comunicação Social:

·         Não intervém muito;

·         Limitada (sub-desenvolvida);

·         Informações restritas e clandestinas;

·         Tudo é controlado;

·         Difícil intervenção no país;

·         Comunicação interna quase inexistente (meios de comunicação escassos, regime ditatorial);

·         Informações transparentes apenas existentes na capital;

·         Recolha de provas de genocídio por jornalistas (documentário do canal Odisseia);

Línguas faladas no Darfur: árabe e inglês 

Intervenção Social/Humanitária:

·         Difícil ajuda humanitária;

·         Dificuldade de envio de alimentos, roupa, dinheiro;

·         Dificuldades em viajar (assaltos);

·         Insegurança (assaltos, mortes, massacres);

·         Capacetes azuis não conseguem resistir aos capacetes verdes;

·         Próprio Governo, militares e milícias não autoriza intervenções humanitárias;

·         Rebeldes massacram o povo, atacam campos de refugiados;

·         Organizações humanitárias não podem manifestar-se contra os rebeldes (o seu papel é ajudar as pessoas, não é apoiar uma determinada posição do conflito);

·         No Sudão existem cerca de 20000 organizações humanitárias, das quais 14000 pertencem à ONU (Comunidade Internacional/Conselho permanente), que têm dificuldades em intervir e falta de meios.

Fontes importantes

·         http://www.darfur.org/

·         Missionários Combonianos-Coimbra-23970172

·         Amnistia Internacional-Lisboa-213861664/ 213861652

·         Info@pordarfur.org

             o       Campanha por Darfur- Missionários Combonianos- Areeiro 3030-168 Coimbrao       Nib:00350 6670 000 33 668 3232

          o       economo@combonianos.pto       Equipa responsável pela campanha: tel.: 229448317

·         mail@padreborga.como       Avenida Infante Santo 99 r/co       Portela da Azoia 2690- Santa Iria da Azoiao       Telf.: 219555103o       Tel.: 966261833

·         Ricardo Azeveso (934395851-Ana Sofia Gonçalves)

·         Revistas missionárias

·         BBC

·         RFI

·         Médicos sem Fronteiras

·         Site Oficial do Sudão

·         ONU

·         Alto Comissário para refugiados

·         Trabalhadores da China-notícia

·         George Clooney (intervenções no Darfur)

·         Serviço de Minorias Étnicas

·         Assiri

·         Pe. Feliz (Sacerdote no Darfur)

·         Teresa Couceiro

·         Mafalda Arnault

·         Paulo Moura (Público)

·         Conceição Queirós (jornalista da TVI)

·         António Guterres (Entrevista- “Além Mar”- Julho 2007)

·         Canal Odisseia (documentário-provas de genocídio)

·         Ribeiro e Castro (PP)

·         Ana Gomes (Parlamento Europeu)

·         Dupla Elvie e Mandublas

·         António Manuel Ribeiro (UHF)

·         Red Zone

·         Além Maro       www.alem-mar.org  

 

3. Visualização do filme “Blood Diamond” 

O Continente africano é muito vasto, sendo constituído por muitos países.Um erro geralmente cometido, é a generalização da situação conflituosa de um país para os restantes.

Estamos cientes da importância da distinção da verdadeira problemática de cada país, para o não cometimento de uma generalização precipitada.

A par disto, tivemos a ideia de visualizar alguns filmes durante o ano lectivo, que representassem a situação conflituosa de alguns países africanos, com o fim de nos auxiliarem à distinção que pretendemos.

Contudo, é necessário destacar que em comum, os conflitos destes países residem na violação dos direitos humanos.

No espaço de aula, visualizámos o filme “Blood Diamond”, que representa o caos e a guerra civil que dominou Serra Leoa na década de 1990.

Protagonizado por Lonardo DiCaprio, Djimon Hounson e Jennifer Connely, o filme mostra o quão prejudiciais podem ser as sobreposições de interesses pessoais a interesses de um povo inteiro, um injusto regime político e uma má gestão de recursos naturais. Isto tem implicações graves na vida de pessoas inocentes, dominadas por pessoas que não respeitam a dignidade humana.

Embora o conflito seja em Serra Leoa, também no Darfur se verifica uma realidade desastrosa.

Também nesta região do Sudão existem ataques de rebeldes cujo interesse é o de massacrar a população. Neste caso, sobretudo com o intuito concreto de extinguir a raça negra.

Ficámos surpreendidas com a mensagem do filme. Esta motivou-nos a ser mais activas para a causa do Darfur.

Pensámos também na possibilidade de apresentar este filme ao secundário.  

 

4. Eucaristia                          

Com o fim de divulgar o nosso projecto e de sensibilizar/mobilizar os alunos e a comunidade educativa para a problemática do Darfur, considerámos importante dinamizar a Eucaristia da Imaculada Conceição, celebrada anualmente.

Para o efeito, convidámos o Pe. Leonel para fazer a homilia.

Soubemos através do delegado da Pastoral, que este ano se celebraria duas missas da Imaculada Conceição: uma direccionada para os alunos do 2ºciclo ao oitavo ano e outra para os alunos do nono ano ao secundário. Uma vez que a separação do grupo em dois para a dinamização das eucaristias poderia prejudicar o desempenho do nosso projecto, decidimos investir na primeira missa acima mencionada, pensando na possibilidade de dinamização da próxima eucaristia direccionada para o secundário.

Redigimos uma carta ao responsável pela preparação da eucaristia, que visava a autorização da presença do Pe. Leonel na Eucaristia e a aprovação das nossas propostas. 

As propostas que apresentámos foram: 

·      Decoração do espaço sagrado com elementos que consideramos simbolicamente relacionados com o tema que pretendemos expor;

·      Entrega de um símbolo no início da Eucaristia;

·      Apresentação do nosso projecto e sensibilização dos alunos e da comunidade educativa para a causa que pretendemos divulgar;

·      Dinamização da Eucaristia com músicas de origem darfuriana (simplesmente africana, caso não encontremos as pretendidas) e do CD da Campanha “Por Darfur”;

·      Homilia do Pe. Leonel, atendendo às necessidades da região do Darfur, à celebração dos Direitos Humanos e à quadra natalícia;

·      Entrega aquando o acto do Ofertório de pedaços de plasticina moldados pelos alunos, inspirados na problemática da pobreza ou da amizade e explicação do seu simbolismo; 

Os pedaços de plasticina serão entregues aos alunos alguns dias antes da Eucaristia. Posteriormente serão recolhidos e analisadas as suas intenções e pertinência, para serem entregues no Ofertório. 

Para a eucaristia decorrer conforme tínhamos pensado, tornou-se necessário planificar estrategicamente alguns preparativos: 

 ·         Preparação de um discurso que expusesse em traços geral o nosso projecto e apresentasse levemente o Darfur, no início da eucaristia;

·         Elaboração de um PowerPoint que acompanhasse o discurso preparado;

·         Compra de tecidos e impressão de imagens ampliadas a preto e branco que apresentassem pessoas negras (de preferência de origem darfuriana) sorridentes, para a decoração da Igreja. (Pretendemos também apresentar aspectos positivos do Darfur);

·          Compra de plasticina em quantidade suficiente para a elaboração de símbolos pelos alunos;

·         Entrega dos pedaços de plasticina aos alunos nas suas respectivas salas e breve apresentação do nosso projecto;

·         Preparação de vários pedaços de tecido de diferentes padrões, para serem entregues no início da missa a cada pessoa que nela participar. Os diferentes pedaços de tecido são representativos do multiculturalismo;

·          Elaboração de um texto explicativo do simbolismo dos pedaços de plasticina no Ofertório;

·         Concretização de um presépio. (As faces das figuras de Nossa Senhora e de São José deveriam ser máscaras que lembrem as africanas e a figura do Menino Jesus deve ser um nenuco de etnia negra);

·         Elaboração de um pedido para a Oração dos fiéis*;

·         Confirmação da disponibilidade do Pe. Leonel para estar disponível na missa. 

*Esta ideia não se encontra na lista de propostas apresentadas, mas surgiu no decorrer na conversa com um dos responsáveis pela preparação da eucaristia. 

Esta eucaristia, teve lugar no dia 11 de Dezembro na Igreja de Cernache, tendo resultado o sucesso pretendido.

Cada elemento do grupo preparou-se antecipadamente para esta actividade, tratando de todas as tarefas da sua competência.

O Pe. Leonel, teve um discurso bastante estimulante para a assembleia, despertando a sua atenção. Consideramos que a mensagem que transmitiu surtiu bastante impacto e motivação. Apelando o interesse dos alunos, referiu com exemplos concretos o ambiente que se vive no Darfur e a forma como todos podemos contribuir para o melhorar.

Um feed-back que nos impressionou bastante foi o facto de uma turma do oitavo ano ter recolhido dinheiro para a causa do Darfur, que posteriormente iremos depositar.  

Texto escrito para o Ofertório: 

Amigo Deus dos africanos, dos americanos e dos asiáticos... este momento é destinado a oferecer-te alguma coisa.

Achamos que podias gostar de um embrulho enorme com um grande laço vermelho.

Podíamos oferecer-te um telemóvel, um computador, dinheiro, roupa, um brinquedo... Enfim, todas essas coisas materiais que têm a sua utilidade e que tanto gostamos de receber... Mas no fundo, não é o que nos faz mais felizes.

Porque não oferecer-te o que fazemos, o que sentimos, o que somos?

Definimo-nos pelas nossas acções... Somos em parte o que fazemos.

És enorme... Cheio de dignidade! Como chegar a ti se és tão grande?

Oferecendo-te simplesmente o que somos... Pequenas coisas que nos tornam realmente grandes.

Ser grande é medir 2 metros de altura? Ser grande é chegar a ti através dos outros... Por exemplo, cultivando amizades e combatendo a pobreza. Amizade e pobreza: foram estas as palavras que nos moveram para completarmos juntos o teu presente.

Todos tivemos a oportunidade de participar nele... Não foi muito dispendioso. Não tivemos de correr todas as lojas do fórum para o arranjar!

Simplesmente fizemos o que o nosso coração nos disse ao ouvido, com o teu apoio!

Como podes ver, temos feitos em pedaços de plasticina, inúmeros sorrisos, pão, um copo de água, panelas com alimentos e até talheres, corações, um olho, flores, arvores, pombas, borboletas, caracóis, cestos, cruzes, pessoas felizes, lágrimas, símbolos anti-pobreza e anti-guerra, imensos mundos, estrelas, laços, nós...

Transportamo-los em tabuleiros. Tabuleiros da cantina do colégio onde à hora do almoço colocamos a nossa refeição.

Que todos estes sentimentos e desejos que aqui depositamos no nosso altar, cheguem a ti e que ajudem a saciar as nossas amizades e a pobreza.

A pobreza de pessoas que podiam ser tão felizes se lhes dessem um pedaço de plasticina para moldarem a amizade ou a pobreza, para assim estarem mais perto de TI!  

 

Conclusão 

O desenvolvimento do nosso projecto processa-se segundo várias fases.

Nesta primeira fase, decidimos investir no conhecimento em traços gerais do Darfur, conhecer fontes, compreender quais as melhores estratégias para a divulgação da problemática do nosso projecto e avaliar as melhores formas de sensibilizar e mobilizar as pessoas.

Para este fim, reunimos informações que recolhemos na Internet, contactámos o Pe. Leonel, analisámos mapas e interpretámos textos.

De destacar, foram de facto, as actividades que desenvolvemos e que adquiriram grande visibilidade no meio onde foram efectuadas.

Pensamos que de um modo geral, conseguimos despertar a atenção das pessoas que entrevistámos para a causa do Darfur e motivar os alunos para participarem connosco na participação em futuros projectos.

Consideramo-nos satisfeitas com o trabalho realizado até ao momento e motivadas para lhe dar continuidade com ideias cuja concretização já planeámos.

 

 

 

19 de Maio de 2009

Esperança para o Darfur.
Ajudar quem o mundo esqueceu.
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