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Organizações humanitárias regressam ao Darfur
Em Março, o presidente sudanês tinha expulso treze organizações. As mesmas podem agora voltar a dar assistência humanitária numa região onde é extremamente necessária. As agências humanitárias expulsas do Sudão, podem voltar a trabalhar no país. A única condição imposta pelo governo sudanês é a alteração do nome e do logótipo das organizações não governamentais (ONG’s). Elas terão que actuar com uma outra designação. Novas agências poderão também iniciar trabalhos no Sudão. O responsável da ONU encarregue da ajuda humanitária, John Holmes, disse que “o Governo sudanês anunciou que são bem-vindas as ONG existentes e outras novas”. E adiantou: “Penso que todas as organizações que foram expulsas têm agora a possibilidade de regressar ao Darfur”. John Holmes, adiantou que quatro agências vão retomar os seus projectos. A 'Care', a 'Save the Children' e a 'Mercy Corps' regressam ao Darfur. A 'Padco' pretende manter a sua actuação, ao longo da fronteira entre o norte e o sul do Sudão. “Não sei se as ONG’s vão aproveitar esta oportunidade ou não, cabe a cada instituição em particular decidir se quer voltar a trabalhar no país depois do que aconteceu e claro que podem ter que recrutar novos trabalhadores para o fazer”, disse o John Holmes, citado pela BBC, órgão de comunicação britânico. Em Março, o presidente tinha ordenado a expulsão de treze ONG’s do país, depois do Tribunal Penal Internacional o ter indiciado por crimes de guerra, na região de Darfur. As organizações humanitárias foram acusadas de terem fornecido informações ao tribunal sobre alegadas violações dos direitos humanos na região oeste do Sudão. Segundo as Nações Unidas, os seis anos de conflitos fizeram cerca de 300 mil mortos e dois milhões de desalojados. FONTE: Fátima Missionaria; Púlico.pt 16 de Junho de 2009
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