Massacres voltam a Darfur - refugiados bombardeados
20-02-08 O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados estima que cerca de 10 mil pessoas fugiram de Darfur para o Chade nos últimos 10 dias e espera ainda a chegada de mais sobreviventes. As Nações Unidas informaram esta terça-feira que se voltaram a registar ataques dos militares e milícias armadas por Cartum às populações civis indefesas. O Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon, classificou como “inaceitável” os ataques sobre o acampamento de deslocados de Aro Sharow, que forçaram à fuga de milhares de civis. O quadro trágico só que vem agravar a já por si complicada situação no Chade, país que recentemente esteve a braços com um ataque rebelde. Segundo a agência da ONU para os refugiados - ACNUR (liderada por António Guterres), o regresso da violência governamental na região fez com que fosse ordenada a retirada de parte dos seus funcionários e chamassem os funcionários enviados à região de Birak, no Chade, para assistir aos sobreviventes que começam a chegar à fronteira chadiana. A ONU e a União Africana iniciaram o mês passado o desdobramento da sua missão de paz conjunta que deveria interromper a violência na região de Darfur, mas a lentidão no suporte internacional e a falta de meios de transporte tem vindo a hipotecar o trabalho das forças de paz. Desde o início dos ataques, no ano de 2003, já terão sido mortos directa ou indirectamente (fome e doenças), mais de meio milhão de civis em Darfur. Um número de uma tragédia que o mundo continua a não querer interromper.
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