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Português dirige missão da ONU que apoia refugiados![]() O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, nomeou Victor da Silva Ângelo, um alto funcionário português, para representar a missão “Minurcat” na República Centro-Africana (RCA) e no Chade
Victor da Silva Ângelo já foi representante do secretário-geral e coordenador das actividades das agências da ONU na Serra Leoa. Também ocupou vários cargos no seio da organização mundial, nomeadamente no Zimbabué e em Timor-Leste. Entretanto os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 estiveram dia 28 de Janeiro, em Bruxelas para tomar importantes decisões de política externa. Foi acordado o envio de uma força europeia militar europeia para o Chade.
O conflito no Darfur já provocou, desde 2003, 200 000 mortos e mais de dois milhões de refugiados Foto: D.R. O envio de uma força europeia para o Chade e República Centro-Africana foi acordado entre os ministros, de acordo com o anúncio da presidência eslovena da União Europeia (UE). Num conflito sangrento entre africanos rebeldes e árabes apoiados pelo governo sudanês já fizeram 200 000 mortos e 2,5 milhões de refugiados. A força militar da UE vai colaborar com as Nações Unidas e é formada por 3 700 militares, sendo que 2000 são franceses. O grupo junta-se aos 26 000 homens da ONU que actuam na região do Darfur, no Sudão. Proteger os milhares de refugiados e garantir que a ajuda chegue aos necessitados é o objectivo da força europeia, que vai estar presente no terreno a partir de Março de 2008 e durante um ano. Quanto ao contributo nacional para a missão, Portugal vai enviar um avião C-130, com tripulação, e dois oficiais do Estado-Maior.
Ban Ki-moon pede apoio para garantir segurança em Darfur A ONU assumiu o controlo das forças de paz no Darfur no último dia de 2007 - quase cinco anos após o início dos massacres governamentais que já mataram centenas de milhares de pessoas e provocaram milhões de desalojados. O Conselho de Segurança das Nações Unidas votou em 31 de Julho de 2007 a resolução 1743 que institui a Missão Híbrida das Nações Unidas e da União Africana em Darfur (UNAMID), uma força de Paz que substituiu no início deste ano as tropas da União-Africana operavam no terreno desde 2004 com apenas 7.000 homens. O objectivo da UNAMID é proteger a população civil indefesa, facilitar a distribuição da assistência humanitária de emergência e ajudar a criar alguma segurança para que se chegue à paz. Contudo, aquela que deveria ser a maior operação de manutenção da paz conduzida em todo o mundo em 2008, com cerca de de 20.000 militares e mais 6.000 polícias e pessoal civil, não tinha a 1 de Janeiro de 2008, mais de 9.000 soldados no terreno, como informou seu comandante, o general Martin Luther Agawi. O secretário-geral da Nações Unidas, Ban Ki-moon, continua a queixar-se da falta de investimento das Nações e dos meios materiais considerados indespensáveis para esta missão de paz,designadamente 24 helicópteros. No país estão apenas dez batalhões procedentes do Ruanda, África do Sul, Nigéria e Senegal, juntamente com forças policiais e com outras funções de outros países. A estes esperam juntar-se os efectivos procedentes do Egipto, Paquistão e do Nepal que só serão destacados nos próximos dois meses para a zona, segundo fontes da ONU. Ban advertiu que a fragilidade actual da missão de Paz é preocupante, “diante da possibilidade de pessoas contrárias à presença de tropas internacionais tentarem colocar em xeque a UNAMID”. À escassez de meios humanos e materiais, acrescentou Ban em seu relatório, unem-se as dificuldades colocadas pelo Governo sudanês com relação à composição da força híbrida. As recentes acusações contra a Suécia e Dinamarca levaram ao cancelamento do envio por estes países de uma força de 350 soldados de um batalhão de engenharia especializado na reconstrução das infraestruturas básicas de suporte à vida. Do lado das facções rebeldes, permanece igualmente a recusa de alguns “senhores da guerra” em suspenderem as suas actividades armadas. Paralelamente, a União Europeia que prevê enviar uma força para a zona ocidental do Chade e nordeste da República Centro-Africana, regiões de fronteira com o Darfur, para ajudar a proteger os refugiados desta província e os deslocados internos mas o envio da força europeia, cujo principal contingente será francês, continua também sem desponibilizar os necessários meios logísticos.
Para se ter uma ideia das consequências de uma tragédia que dura desde Fevereiro de 2003, o funcionário das Nações Unidas para assuntos humanos, John Holmes, lembrou durante uma visita recente ao Sudão que 4,2 dos 6 milhões de habitantes de Darfur precisavam de ajuda. Darfur, uma região do tamanho da França, vive um cenário de conflito com práticas de genocídio desde o início de 2003. A situação no Darfur foi considerada pela ONU como sendo considerada a crise humanitária mais grave da actualidade. Quanto tempo terão as populações de esperar até à plena operacionalização das forças de paz? Enquanto isso os ataques das milícias e grupos rebeldes tem-se intensificado. » Actue agora - um gesto pode fazer a diferença!
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| Esperança para o Darfur. Ajudar quem o mundo esqueceu. |
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